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OSCAR'S 2019 - Palpites e Críticas.

  • Foto do escritor: Luik Leão
    Luik Leão
  • 27 de mar. de 2019
  • 12 min de leitura

Neste domingo a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas se reunirá para anunciar e premiar com o Oscar os vencedores do evento mais esperado da indústria cinematográfica.

No dia 22 de Janeiro, a lista com os indicados fora anunciada dando pouco mais de um mês para os cinéfilos do mundo assistirem aos filmes listados pela Academia, como os que chegaram mais próximo da excelência em no ano de 2018/2019.

Apesar da possibilidade de preencher a categoria de Melhor Filme com dez nomes, os votantes optaram por uma lista de oito concorrentes para o prêmio principal da noite. E aqui falaremos justamente sobre os principais longas e fazer algumas apostas, e dizer o que esperar do evento.


Pela primeira vez em 30 anos, a cerimônia não contará com um apresentador depois dos problemas envolvendo Kevin Hart. E essa não foi a única polêmica que essa edição do Oscar teve de enfrentar, depois de anunciar que os prêmios de algumas categorias, entre elas a de Melhor Fotografia, seriam entregues no intervalo comercial, diversas personalidades da industria, como por exemplo o indicado a Melhor Diretor, Alfonso Cuarón, começaram a protestar contra a decisão, o que obrigou a organização a voltar atrás.


Mas agora vamos deixar os bastidores conturbados de lado e falar sobre as atrações da noite, os indicados em cada categoria.


Começamos pelos filmes que mais divergem a opinião da crítica e do público, Vice e Bohemian Rhapsody.


Vice

Dirigido por Adam McKay Vice é um dos filmes mais polêmicos entre os indicados ao Oscar, tanto pelo seu viés político quanto por seu roteiro expositivo.


Vice apresenta a história de Dick Cheney, um rapaz do interior do Wyoming que aos poucos vai se inserindo no cenário político, até se tornar Vice Presidente do Governo dos Estados Unidos. Cheney foi Vice de George W. Bush, no início dos anos 2000, e as decisões tomadas por ele têm repercussão até nos dias atuais.


Com uma edição e montagem que tentam suavizar complexidade da trama, o longa sofre com seu roteiro que busca inserir um pouco de tudo e acaba ficando um pouco abarrotado, e as vezes até cansativo.


Ao tratar o público como incapaz de compreender o que está em cena, Adam McKay volta com diversas firulas que ele mesmo utilizou em A Grande Aposta (2015), funciona, mas aos poucos se torna enfadonho. Até referência a Shakespeare o Diretor e Roteirista insere em cena.


Existem alguns momentos muito interessantes como o menu de um restaurante que mostra as catástrofes que o governo pode cometer, mas a maneira verborrágica e expositiva do texto da maior parte do filme passa a sensação de que o expectador é idiota e precisa de explicação até para coisas óbvias, é como se McKay estivesse pegando na sua mão e tentando te explicar o que já está sendo visto em cena.


O elenco está bem, é inegável a qualidade de Christian Bale ao transformar o garoto perdido do Wyoming em uma das maiores influências politicas. Amy Adams, Steve Carrel e Sam Rockwell são atrapalhados pelo roteiro, Rockwell é quase nulo dentro da trama e seu George W. Bush é só alguém que não tem ideia do que está fazendo e é facilmente manipulado. Amy Adams tem uma personagem melhor, com mais tempo em tela e que é peça fundamental na transformação de Cheney, mas como em todo o roteiro, os diálogos são muito expositivos.


Vice concorre em oito categorias e vai forte em Melhor Edição, Melhor Ator e deve vencer como Melhor Maquiagem e Cabelo.


Bohemian Rhapsody.

Uma das maiores bandas de todos os tempos, com talvez o melhor Lead Singer da história, o Queen merecia um filme melhor.

Dirigido por Bryan Singer, a cinebiografia da banda poderia ser chamada de qualquer coisa com músicas do Queen, o roteiro genérico não faz jus a qualidade da banda dos anos 70/80, e trata seus protagonistas como entidades prefeitas, é quase o primeiro Vingadores versão musical.

A trajetória de Freddie Mercury, John Deacon e Brian May se parece como a de qualquer outro grupo, e os únicos momentos empolgantes da trama são quando as músicas incríveis da banda são tocadas, os shows são em CGI, a banda tem brigas bobas, tem cenas dentro de um estúdio qualquer, as festas de Mercury passam longe de serem grandiosas e cheias do estilo sexo, drogas e rock n' roll.

As cenas de show mostram que Rami Malek é o que salva o filme, pois passar toda aquela energia de frente pra uma tela verde, é para poucos. A escolha dos shows serem inseridos depois na pós-produção, tiram o peso da realidade do longa, se comparado com Nasce uma Estrela, as cenas de shows de Bohemian Rhapsody deixam muito a desejar.

O filme porém não é uma catástrofe, a edição é boa, a dinâmica entre os membros do grupo funciona bem, as músicas são excelentes (seria impossível não ser), e a atuação de Rami Malek é o melhor do longa, mesmo que falte uma diferenciação entre o Freddie Mercury de cima do palco para o do dia-a-dia, é um forte candidato para vencer o Oscar de Melhor Ator.

Bohemian Rhapsody é um filme que empolga por sua trilha, mas é genérico em todo o resto.


Green Book – O Guia.

No melhor estilo Feel Good Movies, Green Book - O Guia de Peter Farelly aborda a questão racial de maneira fácil de ser digerida por grupos familiares.

Dr. Don Shirley é um pianista excepcional, daqueles capazes de tocar até mesmo Chopin com excelência, ao entrar numa turnê de fim de ano ele precisa contratar Tony Lip, um bronco italiano e racista, para ser seu motorista. Durante essa jornada de apresentações e muito tempo em hotéis e na estrada, Tony e Don vão se conhecendo melhor e aprendendo um com o outro.


A grande virtude de Green Book - O Guia, está na maneira fácil de se digerir a temática racial, o longa é capaz de explicar com simplicidade o quanto é errado ter preconceitos. A abordagem escolhida facilita e muito para diversos públicos receberem a mensagem, é uma espécie de introdução ao tema.


O problema do filme reside em seu roteiro, com cenas e diálogos previsíveis, as surpresas são nulas no longa que durante seu terceiro ato se torna um pouco piégas em demasia. Mesmo que seja compreensível que as escolhas feitas são para atingir um público maior de maneira mais sutil, perde ao não trazer novidades. É importante dizer também que apesar nas conveniências, o filme está indicado a Melhor Roteiro Original.

A química entre Don e Tony se torna mais interessante ao passar dos minutos, os melhores momentos ficam com a cena do frango e as cartas de Tony para sua esposa.

Green Book ao lado de Pantera Negra é um filme para ser visto em família, com jovens, adultos e idosos, é um filme para mostrar que essa coisa de ter preconceito é ridícula. Mesmo que previsível e um pouco distante do peso de O Infiltrado na Klan, é um filme necessário.


Nasce uma Estrela.

Dirigido e estrelado por Bradley Cooper (Se beber não case e O Lado Bom da Vida), o longa marca a estreia do ator na direção de filmes.

O remake de mesmo nome da obra de 1937 trás Jackson Maine um astro do Rock, que se apaixona por uma aspirante a cantora chamada Ally. Jack começa a dar oportunidades para a jovem mostrar seu talento e a medida com que ela vai se tornando uma estrela sua vida vai entrando em decadência.

A direção de Bradley Cooper entrega belos momentos para o casal de protagonistas, e ótimas sequências musicais, Cooper inclusive canta as canções do filme com sua voz rouca. As cenas dos show de Ally e Jackson são tão boas que parecem reais.

As atuações do elenco também são acima da média, Cooper além de criar uma voz específica para seu personagem, também entrega um olhar vazio e perdido nos momentos em que Jackson está alcoolizado.

Lady Gaga também se destaca ao conseguir manter a imagem de sua personagem distante de sua personalidade pública.

Sam Elliot indicado a Melhor Ator Coadjuvante merece ter sido lembrado por fazer o papel de irmão mais velho do protagonista que ao mesmo tempo que carrega mágoas, não deixa em nem um momento de você de amar seu irmão.

Nasce uma Estrela abre a nossa maratona de indicados ao Oscar de Melhor Filme. Ao todo recebeu 7 indicações e deve vencer em ao menos uma delas pela canção Shallow.


Roma

Um dos favoritos para levar o prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas no próximo domingo é ROMA (2018) de Alfonso Cuarón (Filhos da Esperança e Gravidade). O longa do diretor mexicano quebra diversas barreiras com sua indicação, é por exemplo o primeiro filme do serviço de Streaming Netflix a ser indicado ao Oscar na categoria principal da noite.

O trabalho de Alfonso Cuarón é um espetáculo visual, com sua cinematografia em preto e branco e um aspecto observacional escolhido para retratar essa história, trazem ao público uma realidade crua sobre a vida em um bairro de classe média mexicano em meio a um período de crise.

Além do visual exuberante, o design sonoro do longa é igualmente impressionante, todos os sons parecem vindos de todos os lugares, a experiência de assistir ao filme só é completa se você prestar atenção nos sons. O barulho do mar, a pia, a roupa sendo lavada a mão, tudo te insere dentre dessa viagem pelas memórias do diretor.

O elenco convence, com destaque para Yalitza Aparício e Marina de Tavira, ambas indicadas ao Oscar.

Vale mencionar que Alfonso Cuarón não apenas dirige como também produziu, escreveu o Roteiro, fez a Cinematografia (direção de fotografia) e a Edição.


Pantera Negra

Ryan Coogler estreou atrás das câmeras com Fruitvale Station em 2013, cinco anos depois ele entregou ao público Pantera Negra, um longa que em diversos momentos você consegue identificar os traços do mesmo diretor de 2013, mesmo diante de uma formula que demonstra sinais de cansado.


Pantera Negra inova ao ser um filme de Super-Herói negro, não só isso, ele consegue ser mais tenso e com um humor menos exagerado que os outros longas da Marvel nos cinemas.

M

esmo sendo um filme comercial, Pantera Negra consegue ter diálogos pesados sobre a escravidão, sobre o sofrimento do povo negro, sobre política e sobre nossas origens. T’challa ao se ver numa sinuca de bico mostra serenidade ao criar um novo reinado, deixando os erros de seus antecessores.


A direção de arte e figurino do longa são exuberantes, os aspectos africanos são exaltados a todo momento tornando a tecnologia de Wakanda parte do cenário de maneira coesa. Em alguns momentos a tecnologia parece deslocada, mas a forma como as roupas e armas são inseridas no longa, fazem com que essa distância seja menor.


Pantera Negra é o mais rentável entre os indicados, mas sem abrir mão da profundidade que os grandes filmes de Oscar têm ao tratar de diversos temas do cotidiano de maneira direta, mas sem subestimar o expectador.


A Favorita

Até onde somos capazes de ir para adquirir Status e Poder? Quais são as dores que isso nos causa?

A Favorita de Yorgos Lanthimos é um dos melhores filme entre os indicados ao Oscar de 2019, saindo um pouco de seus roteiros autorais e bem fora da normalidade, o diretor grego conta a história da Rainha Anne, interpretada de maneira brilhante por Olivia Colman, que ao lado de sua confidente Lady Sarah (Rachel Weisz) administram o governo, a chegada de Abigail (Emma Stone) faz com que a boa relação das duas seja abalada.


O primeiro ponto de destaque está na maneira como Olivia Colman interpreta a Rainha Anne, sua personagem é capaz de mostrar vulnerabilidade e força, ao mesmo tempo que você se compadece pela dor da Rainha, você a teme quando ela muda levemente o olhar. Colman tem uma adversária de peso na briga pelo troféu de Melhor Atriz, mas não seria surpresa uma vitória.


Apesar de Lanthimos não escrever o roteiro de A Favorita, ele faz questão de fazer uma direção bem autoral, a câmera tem planos bem abertos e grandiosos, possuí uma movimentação elegante quando a Rainha está em cena, mas quando a classe abaixo da Alteza é mostrada, ela possuí movimentos mais rápidos e um ritmo que sustenta o longa sem deixa-lo cansativo. E a forma como as questões principais do filme são abordadas, fazem tanto o roteiro quanto a direção merecerem suas indicações ao Oscar.


Vale uma menção o belo trabalho da Direção de Arte do filme, os figurinos e os cenários passam com perfeição o período em que a história acontece.


A Favorita entra forte na disputa em todas as categorias que fora indicado, deve sair vencedor de pelo menos duas, eu apostaria em Direção de Arte e Figurino.


Infiltrado na Klan

Primeiro precisamos falar sobre Do The Right Thing de 1989, filme que revelou ninguém mais ninguém menos que Samuel L. Jackson para a indústria, filme dirigido por Spike Lee, o mesmo diretor que é finalmente reconhecido pela Academia com uma indicação a Melhor Direção. Em 1989 Lee fez um de seus melhores longas, e também fez um dos melhores filmes daquele ano e daquela edição do prêmio da academia, mas foi negligenciado, como prêmio de consolação foi indicado a Melhor Roteiro. Sua história continuou sendo esnobada até 2016, quando recebeu o Oscar Honorário, mas Spike Lee está finalmente entre os indicados pelo o trabalho de direção (antes tarde do que nunca).


Infiltrado na Klan não é importante apenas pela sua temática racial tão presente na assinatura de seu realizador, mas o filme também é acima da média por sua execução. Ao retratar o dia-a-dia de um policial negro e novato que acaba se infiltrando em um dos grupos mais asquerosos da humanidade, Spike Lee mostra o quão débil é o preconceito. As atuações de John David Washington e Adam Driver são excelentes, e a ausência do protagonista entre os indicados a melhor ator é uma enorme perda para o evento. Washignton consegue ser leve e engraçado, mas sem deixar de lado o peso que carrega ao ser o único policial negro de sua cidade. Por outro lado Driver demonstra mais uma vez seu talento ao transmitir ao público o desconforto dele perante o grupo de supremacistas e o conflito interno de júdeu que nunca se preocupou com isso até se ver dentro de um grupo que odeia sua doutrina.


A direção de Spike Lee traz uma trilha sonora gostosa, um estilo de filmes Blaxploitation que suaviza o tema, mas nunca tira o peso do que está sendo discutido, seja no discurso Kwame Ture, nas imagens reais que são mostradas, ou até mesmo na exibição de trechos de O Nascimento de uma nação.


O único ponto negativo, é que roteiro poderia se aprofundar um pouco mais em Patrice (Laura Harrier) e o final do terceiro ato parece um pouco corrido, mas Infiltrado na Klan é engraçado, mas sem deixar de lado a crueldade da vida real.


Os Palpites

Agora que comentamos um por um dos indicados na categoria principal, chegou a hora de listar os palpites para cada categoria.


É importante dizer que os nomes destacados em “Deve Vencer” e “Deveriam Vencer”, são baseados em opiniões mais críticas. Mas a ordem listada em cada categoria não possui embasamento 100% crítico, afinal, no Oscar a gente sempre torce por alguém.


Outro lembrete: Não utilize esse texto como base para apostas, o autor não se responsabiliza. A Acadêmia possui diversos critérios e sistemas de votação confusos, os palpites são só “chutes”, aproveite.


LISTA DOS INDICADOS:


Melhor Filme

DEVE VENCER: Roma. DEVERIA VENCER: Roma.


- Roma - O Infiltrado na Klan - A Favorita - Nasce uma Estrela - Green Book – O Guia. - Vice. - Bohemian Rhapsody.


Melhor Direção

DEVE VENCER: Alfonso Cuarón. DEVERIA VENCER: Spike Lee.


- Spike Lee - (O Infiltrado na Klan). - Alfonso Cuarón – (Roma). - Pawel Pawlikowski – (Guerra Fria). - Yorgos Lanthimos – (A Favorita) - Adam McKey – (Vice).


Melhor Ator

DEVE VENCER: Rami Malek DEVERIA VENCER: Christian Bale.


Bradley Cooper (Nasce Uma Estrela) Christian Bale (Vice) Willem Dafoe (No Portal da Eternidade) Viggo Mortensen (Green Book) Rami Malek (Bohemian Rhapsody)


Melhor Atriz

DEVE VENCER: Glenn Close. DEVERIA VENCER: Glenn Close.


Glenn Close (A Esposa) Olivia Colman (A Favorita) Melissa McCarthy (Poderia Me Perdoar?) Yalitza Aparicio (Roma) Lady Gaga (Nasce Uma Estrela)


Melhor Atriz Coadjuvante

DEVE VENCER: Regina King. DEVERIA VENCER: Regina King.


Regina King (Se a rua Beale falasse). Emma Stone (A favorita) Rachel Weisz (A favorita) Marina de Tavira (Roma) Amy Adams (Vice)


Melhor Ator Coadjuvante

DEVE VENCER: Mahershala Ali. DEVERIA VENCER: Mahershala Ali.


Mahershala Ali (Green Book - O guia) Adam Driver (Infiltrado na Klan) Sam Elliott (Nasce uma estrela) Richard E. Grant (Você pode me perdoar?) Sam Rockwell (Vice)


Melhor Fotografia

DEVE VENCER: Guerra Fria. DEVERIA VENCER: Roma.


Roma Guerra fria A favorita Never Look Away Nasce uma estrela


Melhor Roteiro Adaptado

DEVE VENCER: O Infiltrado na Klan. DEVERIA VENCER: O Infiltrado na Klan.


Infiltrado na Klan Nasce uma estrela A balada de Buster Scruggs Poderia me perdoar? Se a rua Beale falasse


Melhor Roteiro Original

DEVE VENCER: O Infiltrado na Klan. DEVERIA VENCER: O Infiltrado na Klan.


A favorita Roma Green Book - O guia No coração da escuridão Vice


Melhor Edição

DEVE VENCER: Vice. DEVERIA VENCER: Infiltrado na Klan.


Infiltrado na Klan Vice Bohemian Rhapsody A favorita Green Book - o guia


Melhor Animação

DEVE VENCER: Homem-Aranha no Aranhaverso. DEVERIA VENCER: Homem-Aranha no Aranhaverso.


Homem-Aranha no Aranhaverso Ilha dos Cachorros Mirai Os Incríveis 2 WiFi Ralph - Quebrando a Internet


Melhor Filme em Lingua Estrangeira

DEVE VENCER: Roma. DEVERIA VENCER: Guerra Fria.


Guerra Fria Roma Assunto de Família Cafarnaum Never Look Away


Melhor Canção Original

DEVE VENCER: Shallow – Nasce uma Estrela. DEVERIA VENCER: Shallow – Nasce uma Estrela.


Shallow (Nasce uma estrela) The Place Where Lost Things Go (O retorno de Mary Poppins) I’ll Fight (RBG) All The Stars (Pantera Negra) When A Cowboy Trades His Spurs for Wings (A balada de Buster Scruggs)


Melhor Figurino

DEVE VENCER: A Favorita

DEVERIA VENCER: Pantera Negra.


Pantera Negra A favorita O retorno de Mary Poppins Duas rainhas A balada de Buster Scruggs


Melhor Edição de som

DEVE VENCER: Roma DEVERIA VENCER: Um Lugar Silencioso


Um lugar silencioso O primeiro homem Roma Pantera Negra Bohemian Rhapsody


Mixagem de som

DEVE VENCER: O Primeiro Homem DEVERIA VENCER: O Primeiro Homem


O primeiro homem Pantera Negra Bohemian Rhapsody Roma Nasce uma estrela


Direção de arte

DEVE VENCER: A Favorita DEVERIA VENCER: A Favorita


Pantera Negra A favorita O retorno de Mary Poppins Roma O primeiro homem

Efeitos visuais

Solo: Uma história Star Wars Vingadores: Guerra infinita Ready Player One O primeiro homem Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível

Maquiagem e penteado

DEVE VENCER: Vice DEVERIA VENCER: Vice


Vice Duas rainhas Border


Documentário

DEVE VENCER: RGB DEVERIA VENCER: Free Solo


Free Solo RBG Hale County Minding the Gap Of Fathers and Sons

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