Artigo | Fase 3 da Marvel nos cinemas.
- Luik Leão

- 2 de mai. de 2019
- 7 min de leitura

CAPITÃO AMÉRICA: GUERRA CIVIL (2016)
O primeiro filme da última fase da Saga do Infinito é Capitão América: Guerra Civil, o longa é uma espécie de Vingadores 3, pois ocorre quase que imediatamente ao fim de Era de Ultron, lançado um ano antes.
Os acontecimentos em Sokovia e Nova Iorque se unem a nova ameaça do Soldado Invernal como estopim para os governos de todo mundo exigirem que a equipe de heróis sejam subordinados da ONU, diante da quantidade de regras exigidas, Capitão América se põe ao acordo, decisão oposta a de Tony Stark, o que faz do herói e seus amigos foras-da-lei.
As principais discussões na época de lançamento do longa, foram além do confronto Capitão América vs Homem de Ferro, isso por que na concorrência e apenas um mês antes, estreava nas salas de todo o mundo Batman vs Superman: A Origem da Justiça. O longa dirigido por Zack Snyder teve recepção morna da crítica, o que acendeu um sinal de alerta para o possível desempenho do conflito de heróis da Marvel.
Mesmo com uma trama semelhante ao longa da DC, Guerra Civil não sofreu reações negativas nem da crítica e muito menos do público.
O conflito entre os heróis não tem um impacto muito grande em relação as jóias do infinito, mas por outro lado, vemos um bom desenvolvido no personagem principal do longa, mostrando que o Capitão América é o grande herói do universo Marvel, mesmo diante da situação mais simples e óbvia, suas decisões são sempre pelo o que ele acredita como um bem maior.
DOUTOR ESTRANHO (2016)
Mais um filme de origem no MCU e novamente dentro dos padrões Marvel de não se arriscar muito. O longa que conta como cirurgião Stephen Strange ganhou seus poderes não traz grandes novidades narrativas, porém impressiona em seus efeitos visuais.
Doutor Estranho segue o mesmo calvário de Tony Stark em seu primeiro longa, o homem arrogante que precisa conhecer o seu lado mais humano para enfim se tornar um herói, porém sem o mesmo carisma de Robert Downey Jr. (O que convenhamos é quase impossível de se ter).
A produção no entanto é satisfatória e ser para apresentar além de seu protagonista e a realidade mística em que ele vive, também nos introduz à Joia da Realidade, a última que Thanos conquistará.
GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL.2 (2017)
A volta do grupo de desajustados intergaláticos da Marvel foi divertida, mas não superou as altas expectativas geradas pelo seu antecessor. O filme de James Gunn é engraçado, divertido e com uma boa trilha sonora, assim como no primeiro, mas o fator novidade atrapalha a produção.
Aqui temos o desenvolvido de Peter Quill como o foco das atenções ao ser mostrado quem é o pai do personagem e quais são os planos dele para o resto do mundo.
HOMEM-ARANHA: DE VOLTA AO LAR (2017)
Em Capitão América: Guerra Civil tivemos um breve lampejo do que poderia ser um filme de Tom Holland como Peter Parker, um dos melhores personagens da Casa das Idéias, em De Volta ao Lar o cabeça de teia ganha sua aventura solo e conquista de vez o coração dos fãs.
A adolescência do protagonista dividido entre os deveres do colégio e as missões como super-herói são em sua essência, as páginas dos quadrinhos transportadas para as telas. O carisma do ator que a todo tempo parece um fã dentro de todo aquele universo fantástico, é transportado para as telas levando a audiência a se ver dentro daquela realidade com heróis e vilões.
Em termos narrativos, Homem-Aranha: De volta ao lar mantém os mesmo padrões da Marvel, mesmo tendo sido produzido em parceria com a Sony. O vilão (O Abutre), não é tão descartável e suas motivações são razoáveis, mas no geral, o longa funciona como aventura solo.
THOR: RAGNAROK (2017)
Aqui encontramos o primeiro passo em direção a uma grande mudança de rumos na Marvel, se as tentativas anteriores de filme do herói falharam, os produtores não insistiram no erro por uma terceira vez e trouxeram um novo Thor para as telas, a obra dirigida por Taiki Waititi desconstrói completamente o deus nórdico e entrega ao público o filme mais engraçado do Universo Marvel.
Na trama Thor precisa lidar com sua irmã Hela que tentará levar o Ragnarok (apocalipse) a Aasgard. A vilã caricata combina com novo tom empregado ao longa, possivelmente nas versões anteriores, a história cairia para o mesmo drama que não funcionara em outrora.
Mas o tom cômico alivia peso dramático e põe Thor: Ragnarok na lista dos filmes mais divertidos de toda a franquia.
PANTERA NEGRA (2018)
O filme solo de super-herói que mais arrecadou em bilheterias pelo mundo todo, um total de 1,3 bilhão de dólares. Isso já seria o bastante para carimbar Pantera Negra como um dos maiores sucessos da franquia, porém o longa de Ryan Coogler foi vencedor de três oscars e indicado em outras quatro categorias elevando ainda mais o status da obra.
A trama que conta a missão de T’Chala como novo rei de Wakanda ganha aspectos diferentes dos seus companheiros ao começar pelo tom visivelmente mais tenso e por ter um vilão marcante.
Pantera Negra inova ao ser um filme de Super-Herói negro, não só isso, ele consegue ser mais tenso e com um humor menos exagerado que os outros longas da Marvel nos cinemas, apontando o que pode ser a direção da Casa das Idéias pós Vingadores: Ultimato.
Mesmo sendo um filme comercial, Pantera Negra consegue ter diálogos pesados sobre a escravidão, sobre o sofrimento do povo negro, sobre política e sobre nossas origens. T’challa ao se ver numa sinuca de bico mostra serenidade ao criar um novo reinado, deixando os erros de seus antecessores.
A direção de arte e figurino do longa são exuberantes, os aspectos africanos são exaltados a todo momento tornando a tecnologia de Wakanda parte do cenário de maneira coesa. Em alguns momentos a tecnologia parece deslocada, mas a forma como as roupas e armas são inseridas no longa, fazem com que essa distância seja menor.
VINGADORES: GUERRA INFINITA (2018)
Depois de anos de espera, Thanos finalmente é o vilão de um filme da Marvel, apesar de suas aparições em outros longas como Vingadores (2012) e Guardiões da Galáxia (2014), agora finalmente a ameaça prometida em todos esses anos é cumprida.
A grande novidade narrativa de Guerra Infinita está no momento em que o roteiro abre mão do ponto de vista de seus heróis para focar na perspectiva de Thanos. Mesmo com seus principais nomes do elenco, a atenção está na origem e motivações de seu vilão. O longa toma a consciente decisão de fazer em suas mais de duas horas e meia de duração uma preparação para algo maior, algo que pode frustrar alguns fãs, mas os cinéfilos mais atentos puderam gozar da oportunidade de ver um filme focado em sua ameaça, usando nomes como Capitão América, Homem de Ferro e Thor apenas como reagentes das ações de Thanos.
O clima melancólico da obra também é acentuado, mesmo com espaço para o humor, o drama é mais pesado e as consequências são mais cruéis. Thanos conseguiu reunir as jóias do infinito e num estalar de dedos, metade de tudo se foi.
Por fim, Vingadores: Guerra Infinita entrega ao maior cliffhanger de sua franquia, e talvez um dos maiores da história do cinema, nem mesmo a nova trilogia de Star Wars conseguiu um impacto tão grande com o gancho deixado em O Despertar da Força.
HOMEM-FORMIGA E A VESPA (2018)
A segunda aventura de Scott Lang ganha agora a parceria de A Vespa. O longa dirigido por Peyton Reed mostra que o diretor sabe trabalhar muito bem o personagem. Se antes existia a desconfiança por conta da desistência de Edgar Wright, Reed se vê livre para trabalhar o seu filme de humor da maneira que bem entende, trazendo a aleatoriedade para o longa.
Na trama, o protagonista precisa lidar com as consequências de ser pai e super-herói, Scott Lang precisa aprender a equilibrar a vida dupla, até que Hank Pym decide lhe dar uma nova missão e mais urgente.
Apesar de ser pouco antes dos eventos de Guerra Infinita, o longa serve para acalmar os fãs e entregar mais uma produção de qualidade no universo marvel, além de introduzir o reino quântico.
CAPITÃ MARVEL (2019)
O último filme antes do fim. Capitã Marvel se passa nos anos 90, bem antes dos eventos catastróficos causados por Thanos, mas em Março de 2019 e tão próximo de finalmente sabermos o que ocorrerá com nossos heróis, faz com que o filme da heróina soe um pouco como a calmaria antes da tempestade.
A trama de origem de Carol Danvers sofreu por meses com a pressão do público por conta das declarações da atriz Brie Larson. Apesar dos atritos, o longa alcançou um enorme sucesso de público se tornando uma das principais bilheterias da franquia.
Danvers vê a Terra no meio de uma guerra entre duas raças alienígenas e precisa intervir, essa é mais ou menos a sinopse do longa que tem como ponto alto os bons efeitos especiais e a participação das versões mais novas de alguns rostos já conhecidos do público.
FASE 3
Sabemos que a Fase 3 dá Marvel nos cinemas está chegando ao fim, Vingadores: Ultimato será o último longa dos heróis juntos antes de uma nova saga ser iniciada, e Homem-Aranha: Longe de Casa, será responsável por encerrar este momento.
O fator mais importante dessa terceira fase foi a mudança e introdução de novos personagens, algo para sustentar a franquia por mais tempo, vimos praticamente um novo Thor, fomos introduzidos ao Peter Park de Tom Holland, Doutor Estranho de Bennedict Cumberbatch, a Vespa de Evangeline Lilly e o Pantera Negra de Chadwick Boseman.
Vimos o confronto de Capitão América e Homem de Ferro ser resolvido através de luta, e até mesmo nos deparamos com Thor e Hulk completamente diferentes.
O universo Marvel como conhecemos está chegando ao fim e Vingadores: Ultimato deve ser a conclusão que a audiência tanto espera para essa história de 11 anos. (Mais longo que muitos relacionamentos).
Você pode conferir as críticas de Vingadores: Ultimato aqui no Loucos Por Filmes e ainda ficar por dentro das novidades do MCU.



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